Investigação

BEMVINDO À INVESTIGAÇÃO

Os investigadores e docentes da FPUL desenvolvem investigação fundamental e aplicada em diversos domínios da psicologia.

Vários projetos de investigação em curso são financiados por agências nacionais e internacionais, incluindo Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Fundação BIAL, e European Reseach Area (ERA) – Comissão Europeia. Os seus resultados são divulgados sob a forma de publicações e apresentações em eventos científicos. Para que o público e a comunidade conheçam estes resultados, a FP organiza e participa regularmente em atividades de disseminação como a Futurália, Verão na ULisboa e Dia Aberto da FP. Estão também disponíveis vídeos curtos sobre estas investigações.

A investigação realizada tem um impacto direto em vários sectores, promovendo o diálogo entre a academia e outras entidades públicas e privadas. A FP tem parcerias com instituições como DECO, Academia Militar, Câmara Municipal de Lisboa e Hospital de Santa Maria. Mantém colaborações ativas com diversas universidades (University College London, Universidade livre de Bruxelas, Universidade de Heidelberg, Max Planck Institute-Nijmegen, Washington University in St Louis, Indiana University, entre outras) e participa em redes como ESCON- European Social Cognition Network, ACT, Violence Prevention Office, APS e UNESCO Chair Lifelong Guidance & Counseling.

Todo o trabalho de investigação é desenvolvido em estreita colaboração com a docência e formação avançada. A FPUL é membro fundador do Colégio Mente-Cérebro financiado pela ULisboa e dos seus programas doutorais em Ciência Cognitiva e Neurociências Integrativas (NeurULisboa, financiado pela FCT). É também membro dos programas doutorais em Psicologia Social (LiSP) e em Migrações com financiamento FCT.

I & D

CICPSI

Colégios da ULisboa

Redes da ULisboa

Apoio à Investigação e Inovação

Pós-Doutoramento

Comissão de Deontologia

Recursos

Transferência de conhecimento

Pós-Doutoramento

A Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa acolhe investigadores doutorados para a realização de programas de pós-doutoramento. Os investigadores pós-doc contribuem significativamente para o desenvolvimento de projetos de investigação, para a produção científica da Faculdade, bem como para o estabelecimento de redes de colaboração com parceiros nacionais e estrangeiros. A Faculdade oferece as condições necessárias para o desenvolvimento do programa de trabalhos e promove a formação avançada destes investigadores.

O programa individual de pós-doutoramento tem a duração mínima de um ano e pode ocorrer no quadro de (1) bolsas individuais da FCT ou outras instituições, atribuídas a pessoas com o grau de doutoramento para realizarem investigação supervisionada por docente ou investigador da Faculdade de Psicologia; (2) projetos de investigação, financiados ou não, no contexto dos quais se realizará o programa de investigação proposto. O programa de trabalhos deve ser estabelecido em ligação direta com as atividades de ensino e de investigação da Faculdade de Psicologia. A Faculdade incentiva e apoia a candidatura a fontes de financiamento de potenciais investigadores pós-doc.

Regulamento

A Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa acolhe investigadores doutorados, portugueses e estrangeiros, para a realização de programas de pós-doutoramento. O acolhimento destes doutorados constitui um importante recurso para o desenvolvimento de projetos de investigação, para a produção científica da Faculdade de Psicologia, bem como para o estabelecimento de redes de colaboração com parceiros nacionais e estrangeiros. O presente regulamento baseia-se no Regulamento de Estudos Pós-Graduados da Universidade de Lisboa (Despacho n°4624/2012) e pretende estabelecer um conjunto de princípios e procedimentos relativos à realização de programas individuais de pós-doutoramentos na Faculdade de Psicologia.

Entende-se por programa individual de pós-doutoramento um programa de investigação com a duração mínima de um ano, que pode ocorrer nas seguintes situações: (1) no quadro de bolsas individuais da FCT ou outras instituições, atribuídas a pessoas com o grau de doutoramento para realizarem investigação supervisada por docente ou investigador da Faculdade de Psicologia; (2) no quadro de Iinhas de investigação, financiados ou não, no contexto do qual se realizará o programa de investigação proposto.

  1. A aprovação de um programa de pós-doutoramento é feita a título individual, pelo conselho científico da Faculdade de Psicologia, com base numa proposta apresentada pelo candidato e no parecer científico do professor ou do investigador doutorado que supervisionará os trabalhos. A proposta deverá incluir os objetivos científicos, o plano de trabalho e os resultados esperados.
  2. A realização do programa de pós-doutoramento será autorizada pelo diretor da Faculdade de Psicologia.
  3. Podem supervisionar pós-doutoramentos professores e investigadores da Faculdade de Psicologia cujo curriculum seja adequado ao domínio em que os programas de pós-doutoramento se situem.
  4. O programa de pós-doutoramento deve ser estabelecido em ligação direta com as atividades de ensino e de investigação da Faculdade de Psicologia, nomeadamente com os projetos inscritos no centro de investigação.
  5. O programa deverá ter a duração mínima de um ano, devendo o investigador desenvolver o seu plano de trabalho na Faculdade de Psicologia por um período não inferior a seis meses.
  1. No final do programa de pós-doutoramento é feita a respetiva avaliação qualitativa, através de um relatório final de atividades, acompanhado por parecer do supervisor, que será apreciado pelo conselho científico da Faculdade de Psicologia.
  2. A realização do programa de pós-doutoramento dá lugar à passagem de um certificado, emitido pela Faculdade de Psicologia.

1. No decurso do programa de pós-doutoramento, a Faculdade de Psicologia compromete-se a disponibilizar:

a) Espaço de trabalho no edifício da FP-IE;
b) Acesso à biblioteca e todos os seus recursos em condições similares às dos docentes e investigadores da Faculdade de Psicologia;
c) Acesso aos recursos informáticos (i.e. software, moodle) disponíveis para os docentes e investigadores da Faculdade de Psicologia;
d) Conta campus com acesso aos recursos digitais da UL (i.e. bases bibliográficas);
e) Integração nas listas de correio dos docentes e investigadores da Faculdade de Psicologia e da Universidade de Lisboa;

2. No decurso do programa de pós-doutoramento, o pós-doutor compromete-se a:

a) Integrar-se na comunidade académica da Faculdade de Psicologia, cumprindo as suas normas e dando o seu contributo ao desenvolvimento da atividade de ensino e investigação da mesma;
b) Incluir afiliação obrigatória à FPUL nos produtos realizados no âmbito do pós-doutoramento.

O presente regulamento entra em vigor a partir do ano letivo 2014-2015 e poderá ser revisto em cada ano letivo.

Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, 13 de novembro de 2014
O Presidente do Conselho Cientifico

Professor Doutor Leonel Garcia-Marques

Comissão de Deontologia

A Comissão de Deontologia é uma comissão especializada cujos membros são nomeados pelo Conselho Cientifico e que tem por objectivo assegurar que todas as investigações efectuadas na faculdade, tanto por professores como por alunos, sigam as regras deontológicas das ciências psicológicas.

Membros da Comissão Especializada de Deontologia
Maria José Chambel – Presidente
Salomé Vieira Santos
Maria Odília Teixeira
Tânia Fernandes

A Comissão de Deontologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa é constituída por quatro professores ou investigadores doutorados da Faculdade de Psicologia, um deles o Presidente, integrando membros de diferentes áreas de investigação. Os membros reúnem mensalmente, durante o ano escolar, em datas anunciadas previamente. Em circunstâncias que o justifiquem, podem ser convidados a participar nas reuniões da Comissão de Deontologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa elementos externos à Comissão, designadamente especialistas em áreas específicas.

A Comissão de Deontologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa guia-se pelos seguintes princípios:

1. Os investigadores asseguram que as suas investigações, com tudo aquilo que comportam, não causam danos físicos e/ou psicológicos aos participantes nas mesmas.

2. Os investigadores avaliam os potenciais riscos para o participante antes de decidir pela realização de uma investigação. Os investigadores procuram identificar potenciais riscos para a saúde, bem-estar, valores ou dignidade do participante e eliminá-los ou minimizá-los. Sempre que uma avaliação preliminar das consequências da investigação leve a esperar que dela possam advir danos físicos e/ou psicológicos para os participantes, a sua realização ou não deve ser devidamente considerada. Potenciais riscos e benefícios são comunicados adequadamente aos participantes.

3. Ninguém pode ser obrigado ou coagido a participar numa investigação. Para este efeito, os investigadores obtêm consentimento dos seus participantes. Em contexto académico, em que a participação em investigações constitui muitas vezes requisito de frequência ou elemento de avaliação, devem ser apresentadas alternativas à participação. Qualquer compensação, monetária ou outra, não pode constituir um estímulo que leve o participante a ignorar riscos eventuais da sua participação.

4. Os investigadores fornecem aos participantes a informação necessária sobre a investigação que permita aos mesmos uma decisão informada quanto aos potenciais riscos e benefícios de participar, e quanto às características gerais da sua participação.

5. Especial atenção deve ser dada aos casos em que os participantes não têm capacidade para dar consentimento informado e voluntário pelo facto de a sua auto-determinação ser limitada. Nestes casos, os investigadores obtêm consentimento de outros que assegurem os seus direitos, nomeadamente os seus representantes legais. Todavia, a manifestação de recusa por parte do participante pode ser impeditiva da sua participação.

6. Os investigadores só recolhem os dados pessoais estritamente necessários à realização das investigações e os mesmos são mantidos confidenciais. A informação que identifique de forma única os participantes é mantida apenas enquanto for necessária, tornando-se o mais rapidamente possível em dados anónimos. Eventuais limitações à confidencialidade regem-se pelos mesmos princípios específicos relativos a outras áreas da prática psicológica.

7. Dados os riscos potenciais acrescidos dos procedimentos de engano intencional (deception) para os participantes, a sua utilização em investigação será limitada a uma situação em que tenha justificação significativa e fundamentada cientificamente e quando outras alternativas que não envolvem engano não possam ser utilizadas para o mesmo objectivo.

8. Os investigadores oferecem aos participantes a oportunidade de obter informação apropriada sobre os objectivos, resultados e conclusões da investigação, devendo ser disponibilizado um contacto do investigador não só para esclarecimento de eventuais dúvidas, mas também para ser fornecido, após o estudo, o relatório síntese dos principais resultados em linguagem não técnica. Esta fase pós-investigação serve também para monitorizar e corrigir eventuais efeitos adversos não antecipados subjacentes à realização da investigação. A existência de um esclarecimento pós-investigação não serve de justificação para danos causados durante a investigação, nomeadamente para danos previsíveis de uma avaliação preliminar. O esclarecimento pós-investigação é obrigatório quando o engano fizer parte do procedimento.

9. Os investigadores que supervisionam projectos de investigação realizados pelos alunos são responsáveis por garantir que estes protegem adequadamente a saúde, bem-estar, valores ou dignidade dos participantes nestas investigações

10. Na investigação com animais os investigadores asseguram que o seu tratamento durante a investigação é realizado de modo a proporcionar-lhes condições de vida adequadas e a evitar serem submetidos a sofrimento desnecessário.

Pode ser investigador proponente, um professor ou investigador da Faculdade de Psicologia, ou um estudante/investigador (mestrado, doutoramento, pós-doutoramento) desde que a proposta seja supervisionada por um professor ou investigador da Faculdade de Psicologia. Neste último caso, a proposta de investigação deverá ser aprovada e subscrita pelo supervisor antes de esta ser submetida à Comissão de Deontologia da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

Qualquer proposta de investigação deve ser submetida à Comissão de Deontologia antes do início do trabalho de campo.

O/A proponente deverá enviar aos membros da Comissão, com antecedência, toda a informação necessária relativamente ao projecto que vai ser alvo de apreciação, especificamente, o “Requerimento de Aprovação de Projecto de Investigação” e todos os anexos necessários com a informação adicional necessária para a avaliação dos aspectos deontológicos do projecto.

Alerta-se para que, na informação sobre o estudo apresentado ao participante, e no consentimento informado, para além de outra informação relevante, deverá ser sempre especificado o nome do investigador e da instituição, o nome do supervisor, o objectivo do estudo, o que é esperado do participante, o tempo previsto para a realização da tarefa, a possibilidade de desistência, o contacto do investigado